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Sapatilhas: uma relação de amor que encanta várias gerações de mulheres

Sapatilhas: uma relação de amor que encanta várias gerações de mulheres

Conheça a história por trás desse calçado, que recebeu influências da moda, cinema, artes e dança.

 

Quem não gosta de sapatilhas? Até famosas como Alexa Chung, Kate Moss, Selena Gomez e Kate Middleton volta e meia são clicadas com as ballerinas. Afinal, esse curinga do guarda-roupa é leve, confortável e super jovial, sendo perfeito para qualquer compromisso, inclusive para o trabalho.

De acordo com Cristian Heverson, editor de moda da Revista Manequim, em ambientes formais, a melhor opção é por cores neutras como preto, nude ou bicolor. “São ótimas alternativas para substituir o salto alto e ainda ter charme e elegância”, afirma.

Hoje em dia, a diversidade de opções possibilita que a mulher eleja um modelo para diferentes dress codes, inclusive, para o look da noiva. “As construções com pedrarias, por exemplo, permitem a criação de composições mais sofisticadas e substituem o salto alto, sendo perfeitas para sair à noite”, completa Cristian. E essa tendência segue a preferência feminina atual por sapatos comfy.

Sabemos de toda a beleza e comodidade para os pés, mas e a história das sapatilhas, você conhece? Fique por dentro dessa linda trajetória que percorre o universo do balé, cinema e arte, e que vem atravessando várias gerações.

 Origem

Tudo começou na França, no século XVI, com Catarina de Médici, a rainha consorte do País. Foi assim: ela pediu que o sapateiro real colocasse 2 cm de salto em seus calçados de casamento. O resultado? Todo mundo quis copiar o modelito dela com saltinho, e esse foi o pontapé inicial na evolução das sapatilhas.

Pés no cinema

Depois de Catarina de Médici, o calçado deu o ar da sua graça entre as divas do cinema. Primeiro, foi com a atriz Brigitte Bardot em 1956. Como a artista francesa praticava balé, ela pediu para que uma designer desenvolvesse um modelo parecido com o que usava em suas aulas, para usufruir da leveza e conforto no dia a dia. A atriz gostou tanto do resultado, que inseriu a novidade em seu figurino no filme “ E Deus criou a Mulher”” e ainda no tapete vermelho do Festival de Cannes daquele ano. Nessa mesma época, Audrey Hepburn, que sempre quis ser bailarina, apareceu com o sapato no filme “ Cinderela em Paris”, e o incorporou em composições do estilo new look com calça cigarrete e, inclusive, com vestido de gala. A partir daí, a sapatilha entrou definitivamente no radar da moda.

Hoje – é muito amor

Esses calçados se tornaram um verdadeiro ícone na moda, um best-seller nos closets femininos e são super conhecidos, principalmente, por seu design arredondado. Mas hoje, aparecem em vários formatos no mercado: com bico fino (conhecido como slim), laços, taxas, pedrarias, brilho, verniz, estampas, salto em corda e materiais naturais, em laser cut e nas mais variadas tonalidades, inclusive, na cor de 2019 eleita pela Pantone, o Living Coral. Tem como não amar?

Precisamos saber: o nome “sapatilha” tem origem na junção dos termos sapato + ilha e também deriva do termo espanhol zapato, resultando em zapatilla, diminutivo de sapato. O curioso é que a palavra ainda se refere a outros estilos de calçado. Ela é destinada também para chuteiras de futebol e modelos de ciclismo, escaladas, artes marciais, atletismo, os quais deram origem ao mix que conhecemos hoje.

 

 

Fonte: Primeira Página.

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