Mercado

Na contramão do “fast fashion”, empresário busca a autenticidade no mundo da moda

Douglas Rocha, empresário e influenciador, tem como objetivo trazer à tona debates sobre sustentabilidade, consumismo e exaustão de recursos naturais.


Para Douglas Rocha, assim como o fast food invadiu a gastronomia a partir dos anos 50 nos Estados Unidos, espalhando-se por todo o planeta, o mundo fashion vive hoje a era do fast fashion – um padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados rapidamente.

Este modelo de negócios implica questões ambientais e, principalmente, na uniformização da moda, cada vez mais fria e sem alma.

Na contramão desta tendência, o empresário tem procurado ressignificar e influenciar a sociedade por meio da moda, tomando a questão como ponto de partida para debater temas como sustentabilidade, consumismo, exaustão de recursos naturais e vida.

“Há quatro anos, a sustentabilidade passou a pautar também o meu conceito de moda. Eu me tornei vegetariano e parei de me render ao consumismo desenfreado”, relata Rocha.

E completa: “o vegetarianismo, assim como outras vertentes que tocam no ponto da sustentabilidade, abre a nossa mente. Eu não quero comer algo por simplesmente comer, trabalhar por trabalhar. Eu quero que meu modo de vida seja benéfico para a sociedade, que possa causar impactos e mudanças positivas, e então comecei a olhar a moda com outros olhos. No entanto, as coisas não acontecem da noite para o dia”.

Para Rocha, é difícil compreender tudo no mundo da moda. Ele se considera na transição, evitando o caminho do fast fashion. “Eu quero que a minha produção de moda seja em um futuro próximo 100% eco-friendly, sustentável. E ainda estou buscando compreender todas as vertentes e um modelo de negócios que permitem que se consiga uma moda 100% amiga do meio ambiente”. 

Para ele, existe uma contradição que precisa ser resolvida para alcançar o equilíbrio: “vejo muitos outros profissionais da moda falarem sobre sustentabilidade, mas o problema é que essa indústria, principalmente com o fast fashion, se tornou predatória, tanto em recursos humanos como naturais”.

“É muito estranho”, continua, “trabalhar com moda, ser a favor da sustentabilidade e, no final, sustentar um sistema que você não sabe bem como funciona. Desde então, eu busco encontrar esse equilíbrio, não apenas com minhas criações, mas contribuindo com uma influencia positiva por meio da moda e das minhas atitudes para a sociedade em geral. É o que eu busco: a contramão do fast fashion, do consumismo desenfreado e das relações predatórias com a natureza”, finaliza o influenciador.

 

Leia também: Nike mantém primeira posição como marca de vestuário mais valiosa no BrandZ Global

Leia também: Artigo: O que a volta do Mappin diz sobre as marcas falidas?

 

Fonte: Primeira Página

Redes Sociais