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Entrevista com Marcone Tavares, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac)

“De forma inovadora, a Francal volta os seus olhos para o lojista”.

 

O varejo passa por grandes transformações, demandas pelos novos hábitos do consumidor. Nesta entrevista ao Portal Francal, o presidente da Ablac, Marcone Tavares, avalia estas mudanças, o estágio de atualização dos lojistas de calçados e acessórios e o papel da Francal 2019 para ajudar nesta transformação.

 

Portal Francal - Qual tem sido o impacto das mudanças nos hábitos de consumo no varejo de calçados e artefatos?

Marcone Tavares - O impacto tem sido muito forte e transformador, obrigando os gestores à adoção de estratégias diversas para atrair o consumidor, efetuar vendas e manter as operações. As mudanças coincidem com o período de lentidão da economia e agravam as dificuldades do varejo, que cada vez mais precisa investir em tecnologia, qualificação de seus profissionais, especialização e inovações para atingir as metas de vendas e assegurar sua viabilidade econômica. Tem sido um desafio diário superar as dificuldades, mas também uma oportunidade de aprendizado para gerentes e diretores das empresas. 

Como você classifica o atual estágio do varejo brasileiro de calçados e artefatos em relação às novas tendências, como visual merchandising, tecnologia, experiência de compra na loja física etc.?

As lojas físicas passam por um processo de transformação em todas as suas áreas, cuja continuidade e eficácia são fundamentais para a sua sobrevivência. Cada vez mais, são feitos investimentos para proporcionar ao consumidor calçados diferenciados em qualidade, design e conforto, por exemplo, assim como atrativos experienciais. Mas temos um longo caminho ainda a percorrer.

Neste ano, a Francal está empenhada em oferecer produtos, soluções práticas, conexão com novos fornecedores e conteúdo relevante para a modernização do varejo. Qual sua visão sobre este novo posicionamento?

A Francal reúne nesta edição produtos, tecnologias e informações relevantes que atendem às necessidades do varejo de calçados neste momento de transição. Acreditamos que o novo perfil da feira oferece aos lojistas oportunidade de compras e acesso a informações estratégicas que os ajudarão a qualificar a gestão de seus negócios no segundo semestre. Sem contar que, de forma inovadora, a Francal volta os seus olhos para o lojista, protagonista neste tipo de evento.

De que forma os lojistas que visitarem a feira podem tirar o melhor proveito de tudo que será oferecido pelo espaço 100% Varejo?

Participando das palestras que serão realizadas diariamente, conforme seu interesse e sua necessidade, eles poderão conhecer experiências positivas e obter novas informações para qualificar seus negócios, independentemente do porte ou localização. Os palestrantes são de alto nível, por isso conclamamos os associados da Ablac a participarem. Além disso, as opções de tecnologia e serviços que estarão disponíveis na feira poderão ser conhecidas e adquiridas para auxiliar na obtenção de resultados melhores no dia a dia.

Como a parceria entre a ABLAC e a Francal colabora para o desenvolvimento efetivo do varejo brasileiro de calçados?

É uma parceria de muitos anos que nesta edição chega a um novo patamar com a participação na divulgação do novo formato da feira, para que tanto os associados quanto os lojistas de calçados em geral se façam presentes e conheçam os produtos em exposição, de calçados e acessórios a novas tecnologias de gestão, e também participem das palestras sobre temas que impactam as atividades do comércio.

Acreditamos que, desta forma, a feira amplia sua relevância para o varejo e contribui para o desenvolvimento do setor, que, como se sabe, enfrenta dificuldades nos últimos anos e precisa retomar seu desempenho. 

O desempenho do varejo de calçados e artefatos nos primeiros meses do ano correspondeu às expectativas? Qual a previsão para o segundo semestre?

Estamos aquém de onde gostaríamos de estar neste momento em termos de vendas e viabilidade financeira, mas, ao contrário de anos anteriores, há perspectivas de mudança do quadro a partir de uma série de reformas que devem ser feitas na economia. A Ablac está tendo participação ativa em Brasília no sentido de pressionar os parlamentares pela aprovação da reforma da previdência e de outras mudanças que são necessárias.

Acreditamos que, se elas forem feitas, teremos não apenas um segundo semestre melhor, mas também, gradualmente, anos melhores pela frente. As reformas são essenciais à estabilização fiscal, à volta da confiança do consumidor e à retomada do crescimento econômico.

 

Fonte: Primeira Página.

 

 

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