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Empreendimentos gastronômicos estão investindo no mercado da moda

Empreendimentos gastronômicos estão investindo no mercado da moda

Empresários estão criando peças de vestuário que compartilham valores defendidos pelas marcas.

 

Uma pesquisa realizada pela Ogilvy, a agência associada da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), com 50 marcas e mais de 2 mil entrevistas, mostrou que existem cinco atributos que fazem com que uma marca caia no gosto do público: confiança, imagem, empoderamento, fazer e tradição. Entre as características, a que conta com a maior diferença entre as ações praticadas pelas empresas e a percepção do público é o fazer.

A pesquisa concluiu que, embora as empresas tenham vivido uma evolução no que diz respeito à visão e às necessidades dos consumidores, ainda precisam fazer algo a mais por eles. Nisso, algumas já estão trabalhando bem.

Valores como liberdade, sustentabilidade, coragem e criatividade estão entre as mensagens disseminadas por empresas de gastronomia, que querem ir além de vender comida.

A iniciativa de investir em novos segmentos, em muitos casos, surge, inclusive, da percepção e cobrança do próprio público.  Não é para menos. Ao ingressar no meio do vestuário e moda, as marcas ganham formas de rentabilizar em outras frentes além da gastronomia.

No ano passado, a rede WhataFuck, maior hamburgueria artesanal do Estado do Paraná, lançou um tênis sustentável e inovador: chamado de Ueno Whatafuck Imperial. O calçado carregava resíduos do bagaço de malte da cerveja produzida pelo estabelecimento.

Em junho, em uma parceria com a Öus Brasil, foram desenvolvidos 1,7 mil itens. Até o momento, 90% deles foram vendidos, seja na Whatastore – a loja da hamburgueria – ou pelos meios online.

Mais do que enveredar pelo ramo da moda, a marca buscou oferecer uma oportunidade de estilo de vida ao seu público. “Nós não vendemos só gastronomia”, resume Daniel Mocellin, sócio proprietário da rede Whatafuck.

Seguindo no mesmo conceito, o Sirène, vendedora de fish & chips, que conta com seis unidades nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, também oferece outros produtos, que vão muito além de seu cardápio.

Em seu site, é possível encontrar camisetas, bonés e canecas com mensagens alusivas ao comércio de peixes e batatas preparados ao estilo inglês. Em 2018, o Sirène vendeu 70 mil porções de fish & chips, faturando R$ 3,2 milhões. Em 2019, a marca prevê atingir R$ 6 milhões em faturamento e abrir novas lojas pelo País.

A cervejaria artesanal Way Beer também investiu em sua própria linha focada no mercado da moda, que conta com camisetas, moletons, bonés, toalhas e mochilas exclusivas. A ideia é conseguir levar a marca – reconhecida pelos designs de seus rótulos – a outros produtos, que estão em linha com a expectativa e perfil de seus consumidores.

“A Way é uma cerveja que tem enorme conexão com o seu consumidor, e esse público gosta de mostrar a relação e o amor que tem pela marca. São necessárias inúmeras ferramentas para estabelecer, consolidar e manter uma marca ativa e relevante.  Assim, nós investimos muito na construção de inúmeras peças que transformam uma ferramenta de interação em objeto de desejo dos nossos consumidores, que querem mostrar o amor que tem pela Way”, comenta Henrique Domenico, diretor geral da cervejaria.

 

 

Fonte: Primeira Página.

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