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Publicado em:
2
8/2018

Varejo e serviços estão otimistas com economia no segundo semestre

Mais da metade dos empresários têm uma expectativa favorável quanto ao desempenho do próprio negócio.



Metatags: Varejo, Economia, Serviços, Crescimento, Confiança

Estudo realizado em todas as capitais pela CNDL e pelo SPC Brasil revela que 44% dos empresários dos ramos do varejo e de serviços apostam em um cenário econômico melhor do país no segundo semestre, em relação ao primeiro, enquanto 38% acreditam que será igual e 14% estimam um quadro pior.

Os empresários também têm uma expectativa favorável quanto ao desempenho do próprio negócio: 55% dos entrevistados pensam assim. Já um terço (33%) estima que a segunda metade do ano se manterá no mesmo patamar do primeiro semestre.

“Esse clima de confiança é bastante positivo, principalmente se olharmos a situação crítica enfrentada por muitas empresas nos seis primeiros meses do ano”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. O estudo mostra, por exemplo, que 49% tiveram de fazer cortes no orçamento, como a demissão de funcionários (36%), e 28% tiveram que reduzir o mix de produtos ou serviços.

Por outro lado, o levantamento aponta que metade dos entrevistados (50%) não acredita em um crescimento da economia nos próximos meses — um aumento significativo na comparação com o ano passado (39%). Em outra frente, 40% avaliam que a economia poderá avançar.

Entre os que estimam uma melhor situação para sua empresa no segundo semestre, 46% dizem estar otimistas quanto a uma melhora do cenário — muito embora sem apontarem uma razão concreta — e 33% esperam ampliar sua carteira de clientes. Nessa onda de confiança, mais da metade dos empresários brasileiros (51%) espera ter uma receita superior à do primeiro semestre. Para 36%, o comércio deve seguir igual e 9% acreditam em um volume de vendas menor.

A pesquisa identificou que, nos próximos meses, 60% dos varejistas pretendem seguir com os projetos já traçados, como a ampliação do seu negócio (18%) ― percentual que é ainda maior nas capitais (22%) —, o lançamento de produtos ou serviços (17%) e o ingresso no ramo do comércio online (11%). Na contramão, 40% dizem não ter nada previsto, percentual menor do que o registrado em 2017 (51%).

Em um claro sinal de que a maior parte do empresariado ainda se mantém cautelosa em relação à lenta recuperação da economia brasileira, 72% pensam em manter o número de colaboradores. Em outra frente, somente 17% desejam ampliar seu quadro de pessoal durante esse período e outros 6% querem reduzir sua equipe de colaboradores. Entre os que estimam reforçar os times, 64% disseram optar pela contratação formal, percentual inferior ao registrado no ano passado (77%) e maior entre os comerciantes (72%).

Componente importante para balizar o grau de confiança empresarial este ano, as eleições também preocupam os empresários quanto ao rumo da economia no segundo semestre. Para 44% dos entrevistados, o custo de vida e o preço das coisas irão aumentar, enquanto 41% acreditam que as taxas de juros sofrerão elevação em função da disputa eleitoral. Já o desemprego (45%) e as vendas (47%) devem permanecer da mesma forma para a maior parte dos ouvidos pelo estudo. “Esse resultado reflete as incertezas dos empresários do varejo em relação ao próximo governo”, comenta Pellizzaro.

Fonte: ABLAC


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