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Publicado em:
12
3/2018

Após ajustes, Paquetá planeja voltar a crescer

Fechamento de lojas deficitárias, saída de shoppings e de áreas importantes, entre outras medidas, devolveram à empresa a saúde financeira.



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Uma série de ajustes feitos nos últimos dois anos, sob o comando do CEO Hermínio de Freitas, fez o grupo gaúcho Paquetá recuperar o fôlego financeiro e projetar a retomada do crescimento das suas operações de varejo, que totalizam 246 lojas com as bandeiras multimarcas Paquetá, Paquetá Esportes, Gaston e Esposende, além de monomarcas.

Em entrevista ao jornal Zero Hora do último dia 30 de janeiro, Freitas afirmou que o fechamento de lojas deficitárias, a saída de shoppings e áreas importantes, a redução do número de funcionários e o alongamento da dívida devolveram à empresa a saúde financeira e condições de planejar seu futuro.

Em 2016, segundo o dirigente, pontos de venda que não davam lucro foram fechados e apenas os que tinham margem operacional positiva permanecem abertos. “Saímos de shoppings e áreas do Nordeste e até do Rio Grande do Sul que não estavam a contento com a força da marca. Foram principalmente lojas Paquetá Esportes fora do eixo RS-SC, abertas entre 2013 e 2014 no Nordeste e no centro do país”, afirmou Freitas.

O mercado vem respondendo bem às mudanças. Em 2017, embora menor do que em anos anteriores, a receita ficou acima de R$ 2,2 bilhões, o número de funcionários foi reduzido de 18 mil para 15,5 mil e cerca de 60% das obrigações de curto prazo foram alongadas. “Vamos terminar a tarefa para ter um perfil de endividamento condizente. Com juro mais baixo, vamos garantir que sobre dinheiro para fazer investimentos”, disse.

Mais ajustada ao cenário econômico, a Paquetá – que possui duas unidades industriais no Rio Grande do Sul, quatro no Nordeste, uma na Argentina e uma na República Dominicana – vai focar na melhora da rentabilidade do varejo. O modelo considerado bem-sucedido é o da Gaston, no Rio Grande do Sul, e Esposende, no Nordeste, voltadas para famílias das classes B e C. “A Paquetá segue existindo, mas vai ter mais lojas com o perfil da Gaston”, acrescentou Freitas.

Entre os planos da organização está o posicionamento de cada bandeira no seu devido nicho. A Gaston – que possui 36 lojas, sobretudo em Porto Alegre e Região Metropolitana – disponibiliza uma grande variedade de calçados para toda a família. A Esposende opera 68 unidades em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A rede foi adquirida em 2006, com 35 lojas, e cresceu identificando boas oportunidades na região, estratégia que agora serve de exemplo à expansão das outras bandeiras.

“Onde houver oportunidade, vamos ampliar esse modelo”, avisa Hermínio de Freitas, para quem o Brasil vai voltar a crescer, ainda que o poder aquisitivo não retornará tão cedo ao que era antes.

O grupo Paquetá também opera bandeiras monomarcas, como Dumond e Capodarte, que entraram em fase de crescimento com a abertura de franquias.

Fonte: Primeira Página


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