Notícias


Publicado em:
20
10/2017

Abicalçados promove workshop de Inovação na Prática

Indústria 4.0, Internet das Coisas. Big Data e FabLabs foram alguns dos temas apresentados no encontro.



Metatags:

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) promoveu no dia 18 de outubro o Workshop Inovação na Prática, que trouxe o professor universitário Felipe Menezes, o consultor de projetos Alexandre Peteffi e os analistas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para fazer com que os mais de 20 empresários participantes colocassem “a mão na massa”.

O evento iniciou com a exposição do professor Felipe Menezes, que apresentou os conceitos de Inovação e as relações dos mesmos com a chamada Indústria 4.0, na qual a evolução deixa de ser linear e passa a ter uma velocidade exponencial. Segundo ele, hoje vivemos uma espécie de quarta Revolução Industrial. “Trata-se não de uma era de mudança, mas de uma mudança de era. Talvez sejamos privilegiados de estar vivendo este momento”, disse.

A Indústria 4.0, o principal motor desta nova era, tem como fundamental para o seu funcionamento os sistemas ciberfísicos, onde o digital mistura-se com o material, o intangível com o tangível. Menezes citou exemplos da badalada Internet das Coisas (IoT – sigla em inglês), na qual o produto deixa de ser protagonista, perdendo seu lugar para o acesso a serviços.

Segundo ele, com a internet e uma impressora 3D, por exemplo, se pode ter qualquer produto, passando por casas e brinquedos – em determinado momento do workshop ele mesmo imprimiu alguns brinquedos baixados de sites da internet utilizando uma impressora 3D construída por ele e dois alunos a um custo de R$ 2.200.

“Hoje as criações são mais importantes do que os produtos físicos. A era digital tem como característica não ser linear, ser altamente conectada, multidisciplinar e assume um caráter exponencial imprevisível, algo totalmente diferente do que vivíamos até a terceira revolução industrial”, acrescentou, citando empresas que, apostando nessa nova era chegam a faturar, juntas, mais de US$ 300 bilhões por ano.

Menezes ressaltou que, nesses novos tempos, com uma economia digital, tudo fica registrado, formando um enorme banco de dados que pode ser aproveitado pelas empresas. “Tudo que é digital deixa rastros, rastros que chamamos de Big Data e que, inclusive, tem criado uma nova profissão, a de cientista de dados”, comentou.

O professor citou ainda a proliferação das FabLabs, fábricas digitalizadas que tem na cocriação um dos seus fundamentos principais, na qual os “makers” ganham cada vez mais espaço. “Agora cabe a nós, empresários e criativos, saber identificar as oportunidades nessa mudança de era. Eu trouxe tudo isso para vocês para mostrar que estamos numa esteira, não tem volta, e se pararmos podemos cair. O importante é saber que toda a empresa de sucesso no futuro deverá ter um propósito claro, apostando em novas tecnologias, novos mindsets e novos modelos de negócios”, concluiu.

Na sequência a apresentação ficou por conta dos analistas da Finep, Rafael Paganotti e Marco Polli, que explicaram quais os projetos realmente inovadores são passíveis de financiamento do órgão ligado ao Governo Federal.

No primeiro momento, Paganotti desenvolveu o tema inovação, os conceitos de produtos inovadores, essenciais para a aquisição do apoio da Finep. “Importante ficar claro que apoiamos produtos e não infraestrutura, ou seja, o meio para se chegar ao produto inovador. Para que um projeto tenha sucesso, ele precisa ser de um produto pioneiro, além de ser muito bem descrito pela empresa”, destacou, acrescentando que é preciso “partir do fim para o início, contextualizando a criação dentro das diretrizes da Finep e da Lei do Bem – que concede incentivos tributários para produtos diferenciados e inovadores.

Paganotti detalhou, ainda, a construção do Plano Estratégico de Inovação (PEI), com destaque para o pioneirismo da criação, o impacto interno e externo, a competitividade, entre outros pontos. Após a explanação, o analista distribuiu dois projetos fictícios enviados para análise da Finep, um de um hotel sustentável e outro da indústria de calçados, que pretendia financiamento para fomentar produtos diferenciados voltados ao mercado internacional.

No primeiro projeto, o investimento era praticamente todo concentrado em infraestrutura e pessoal, o que apontou um erro e, portanto, não teve a aprovação da Finep. Já o segundo projeto teve sucesso, pois trazia investimentos relevantes em pesquisa e desenvolvimento para adaptação e criação de novos produtos para a expansão no mercado internacional.

A exposição da Finep encerrou com a apresentação de Polli sobre a Lei do Bem e as suas diretrizes. A Lei, criada em 2005, dispõe sobre incentivos fiscais para inovação. “Para buscar esses incentivos é fundamental um departamento de contabilidade e também uma assessoria jurídica, pois a Lei traz instruções burocráticas da Receita Federal do Brasil, instituídas a partir de 2011”, explicou.
Segundo ele, as empresas enquadráveis na Lei do Bem devem adotar o regime de Lucro Real, apresentarem lucro fiscal no ano, serem regularizadas com o Fisco e terem investimentos comprovados em pesquisa e desenvolvimento. “Basicamente, por toda a estrutura necessária, é uma lei para empresas de grande porte”, acrescentou.

Entre os incentivos previstos na Lei do Bem, estão: dedução de despesas operacionais em pesquisa e desenvolvimento no IR ou CSLL; redução de 50% no IPI para compra de equipamentos destinados à pesquisa e desenvolvimento; depreciação imediata dos equipamentos comprados para pesquisa e desenvolvimento; entre outros.

O evento teve ainda a apresentação do consultor Alexandre Peteffi, da SudPartners, que ressaltou as principais linhas de apoio para inovação, órgãos que fazem subvenção ou financiamento de projetos. Para a construção de projetos, Peteffi concedeu dicas importantes: ler atentamente os formulários – segundo ele, 50% dos projetos não chegam a ser analisados por conta de erros; ter clareza e objetividade na redação; demonstrar conhecimento do mercado de atuação; apontar a viabilidade técnica do produto; apontar os diferenciais perante os demais produtos; criar metas atingíveis; e a utilização indicadores reais.

O Workshop de Inovação na Prática foi uma realização da Abicalçados e contou com o apoio da Finep e da SudPartners.

Fonte: Assessoria Abicalçados


Últimas notícias

Cinco dicas do Sebrae para quem quer abrir um e-commerce

Plano de negócio é o primeiro passo para os interessados.
Leia Mais

Natal deve movimentar R$ 53,5 bi na economia

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito apontam que mais de 110 milhões de consumidores devem ir às compras e investir, em média, R$ 116 por produto.
Leia Mais

Shopper Bag é a nova opção das fashion girls

Funcional, bolsa gigante também é sinônimo de moda.
Leia Mais