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Publicado em:
3
7/2017

Clima de otimismo marca abertura da Francal 2017

Painel mediado pela jornalista Carla Vilhena expôs opinião dos diferentes elos da cadeia calçadista quanto ao momento atual e perspectivas do setor de calçados e acessórios.



Metatags:

Em painel realizado no primeiro dia da Francal (2), ao meio-dia, o presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala, recebeu representantes dos diferentes Heitor Klein, presidente da Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados; Marcone Tavares, presidente da ABLAC – Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados; Jorge Bischoff, designer e empresário das marcas Jorge Bischoff e Loucos e Santos; Camila Klein, designer e empresária da grife que leva seu nome; e Ricardo Chamberlain Alarcon, diretor Comercial da Grendene. O painel foi moderado pela jornalista Carla Vilhena.

Para Abdala, a qualidade dos produtos apresentados na feira pelos expositores é uma mostra do quanto o setor de calçados e acessórios está desenvolvido. “Os empresários se descolaram do ambiente político e souberam aproveitar as oportunidades surgidas com a melhora do cenário econômico. Os primeiros sinais da retomada dos negócios do setor ainda são tímidos, mas positivos”.

Marcone Tavares reafirmou que ao design desenvolvido pelos fabricantes é de extrema importância para a varejo de calçados, especialmente em tempos de retração do consumo. “Nos momentos em que o consumidor fica mais comedido com o que está comprando, o design e a inovação assumem papel fundamental. Nosso desafio é transformar a inovação em lucro para o lojista, e isso se dá pelo diálogo entre indústria e varejo”. Para o dirigente, hoje existe uma preocupação maior da indústria em saber o que está sendo vendido nas lojas e entender os hábitos de consumo, que vêm mudando de forma muito rápida.

Na indústria, o investimento em design e inovação é constante para consolidação das marcas, pois só assim é possível ganhar competitividade, de acordo com Heitor Klein. “Sem fazer diferente, o fabricante não consegue se destacar no mercado”. Na avaliação do dirigente, o fato de os calçados brasileiros estarem presentes em 156 países, mesmo com situações muitas vezes adversas, comprovam o quanto a indústria calçadista nacional é competitiva. “Mas isso não basta”, alerta. “O calçado é estratégico para o Brasil e precisamos levar esse entendimento aos canais competentes para que sejam criadas as condições necessárias”.

Empresários
Jorge Bischoff reforçou o argumento de Klein e falou da presença e da força das marcas do calçado brasileiro no exterior. Para ele, é preciso dormir e acordar pensando como agradar a consumidora, e um dos segredos do sucesso é manter o foco em seu negócio. “As marcas Jorge Bischoff e Loucos & Santos são conhecidas pela qualidade da matéria-prima, acabamento, valor agregado. São nossos valores. O desafio é fazer tudo isso e ainda manter-se competitivo”. Bischoff destacou a importância da parceria com todos os elos da cadeia, e que o ideal é que o negócio seja vantajoso para o fornecedor, lojistas e franqueados.

Camila Klein também ressaltou a importância de conservar os valores da marca que, no seu caso, é deixar as mulheres “bonitas e poderosas”. A empresária considera que as crises são sinônimo de oportunidade, de aprendizado e de ganho de musculatura para superar os desafios. “Temos que pensar que nosso segmento está ligado ao movimento. As pessoas sempre vão precisar de calçados para se locomover, não vão deixar de usar”.

Ricardo Chamberllain Alarcon, diretor Comercial da Grendene, lembrou que o fácil aceso à informação deixa o consumidor cada vez mais exigente. “O posicionamento dos consumidores e dos jovens, mostra que atualmente eles têm o poder na mão de decisão, e também o poder de buscar informação. Antigamente faziam cotações por carta de fornecedores, e hoje em dia em um segundo é possível fazer uma pesquisa de preço. Isso cria uma exigência, que até uma empresa gigante como a Grendene tem que se ajustar também”. Desde 2003, a Grendene é a maior exportadora de calçados de todo Brasil, com presença em mais de 100 países. “Mas não adianta ter uma operação desse tamanho se você não tiver o que o consumidor quer comprar, ou se você não estiver sintonizado com o que está acontecendo na tendência da moda”, alertou.

Encerrando o painel, Abdala transmitiu uma mensagem de confiança e tranquilidade: Acredito que teremos uma feira positiva, e os produtos que estão expostos nos mais de 500 estandes fazem com que todos os lojistas que sempre veem a feira possam aproveitar essa oportunidade que a indústria de calçados e artefatos do Brasil apresenta para abastecer as lojas na primavera-verão.

Fonte: Primeira Página


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