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Publicado em:
2
7/2017

ENTREVISTA: Enrique Rodríguez, artista plástico, arquiteto e designer industrial



Metatags:

Unir arte, moda e sapatos em uma exposição inédita, que ficará em cartaz ao longo dos quatro dias de Francal. Esse foi o feito do artista plástico chileno Enrique Rodríguez.

Através de sua mostra, ele homenageia o universo feminino por meio da figura do sapato, utilizando técnica própria em papel e promovendo releitura artística para um item de uso cotidiano.

Para a Francal 2017, Rodríguez trouxe 16 obras, nas quais o artista faz uma releitura de seu trabalho e traduz conceitos artísticos que marcaram sua carreira. O designer é autor da técnica Arquitetura de Papel, em que superpõe estruturas tridimensionais de papel em diferentes medidas, criando jogos cenográficos de luzes e sombras, através do recorte de formas orgânicas e geométricas.

Em entrevista ao Portal Francal, o também arquiteto e designer industrial fala de inspiração, paixão por sapatos e do papel da Francal nesse contexto.

Qual a importância “Do papel ao sapato” na sua carreira?
Enrique: A exposição não só é inédita e exclusiva para a Francal 2017, como também marca uma nova etapa na minha carreira artística. É a primeira vez que crio uma mostra com um tema alheio ao que acostumo produzir. Nesse novo projeto, trouxe para junto do meu trabalho a empresa italiana de papéis artísticos FAVINI que de forma inédita aporta seus produtos no Brasil tendo como porta de entrada a Francal.

De onde veio a inspiração para criar a exposição?
Enrique: A inspiração para a exposição veio da minha admiração pelo sapato como objeto de design e pelas possibilidades que ele oferece para intervir suas formas com a minha técnica da arquitetura do papel. Não posso deixar de citar também o estímulo da equipe da Francal para concretizar este projeto, assim como a FAVINI que com as cores dos seus papéis abriu um leque imenso de possibilidades cromáticas e artísticas.

Por que o item sapato? E por que unir sapato e papel?
Enrique: Como disse antes, ressalto que o sapato é um objeto de design altamente sofisticado que permite múltiplas possibilidades de construção arquitetônica e o papel, por ser um material maleável, favorece esta pesquisa e descoberta de diferentes planos e construções plásticas.

Quantos painéis compõem a exposição?
Enrique: A exposição compreende 16 obras, nas quais faço uma releitura do meu trabalho e trago conceitos artísticos que marcaram minha carreira. Como sempre, o papel é o elemento condutor e estruturador da mostra. Neste caso, como mencionado anteriormente, trabalho com papéis artísticos especiais e exclusivos da FAVINI. Papéis livres de ácido e com cor inserida na massa, o que confere a obra o "status" de arte e a preservação no tempo.

Quando surgiu sua paixão por sapatos?
Enrique: A paixão por sapatos surgiu no meu contato com a Itália. No início da minha carreira, comecei a frequentar as feiras de Milão e foi lá que conheci as grandes marcas, ícones do design e as tendências: Prada, Fendi, Pucci, Armani etc. A partir dessa aproximação meu interesse por esse universo cresceu e se concretiza hoje nessa exposição.

Como unir tendências de moda, arte e um material tão inusitado, como o papel?
Enrique: Sempre acompanhei o universo fashion como base de pesquisa para meu trabalho artístico, até por que já trabalhei para diferentes setores da indústria em que as tendências de arte, moda, design e arquitetura se complementam e fundem. Acredito que a arte é um grande motor propulsor para a criatividade e reinvenção no mundo do design. Minha participação nesta feira é uma prova disso: poder mostrar que materiais, criatividade e ousadia conseguem se comunicar através da minha proposta artística.

Fonte: Primeira Página


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